[DIA 35] - TEXTO ESCRITO EM 17/FEV/2022
Solitários, uni-vos!
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Sabendo o que eu sei hoje, o que faria de diferente?
Eu diria mais “eu te amo”. Diria mais “você é a minha razão de viver”. Diria mais “faço qualquer coisa por você”. Perguntaria mais “o que eu posso fazer para você ser feliz?”.
Especialmente quando se lida com pessoas depressivas ou desconectadas do mundo real, não teremos respostas convincentes. Não ouviremos o que gostaríamos de ouvir. O fundamental é a pessoa amada saber que estamos dispostos a tudo para que ela continue sua batalha. Que mesmo nos momentos de maior solidão ela não está sozinha. Que sofremos junto. Que a @ngú&ti@ dela é a nossa também. Que nossa existência está conectada.
Vai resolver? Pouco provável. Se a pessoa quiser desistir da vida, não há como impedir. Mas eu garanto que você vai se sentir muito mais em paz com o sentimento de culpa que, com toda a certeza do mundo, vai lhe invadir, por mais que as pessoas digam que você fez o possível, Deus é soberano e sabe o que faz… blábláblá.
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Não existe solidão onde há amor. Bastam duas pessoas e você tem um time. Desistir apenas de você é mais fácil do que sair do time e deixar as outras pessoas na mão. A desculpa mais comum é que “eu estou atrapalhando”. Para evitar esta justificativa esfarrapada, eu criaria uma simbologia, como aliança para pessoas casadas. Algo que represente a união. Pegue seu filho e escolha com ele o que vai representar as duas metades. Pode ser um pingente de latão, dois corações que se encaixem, uma tatuagem. Diga para ele: se metade mørr∑r, morre o todo. Uma não existe sem a outra. Estamos juntos até o fim.
Repito que não faço ideia, zero convicção de que algo assim possa funcionar. Mas é o que eu faria. Ninguém pode se sentir abandonado. Dois solitários juntos nunca estão sozinhos.

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