[DIA 25] - TEXTO ESCRITO EM 7/FEV/2022
Ontem eu fiquei cara a cara com meus limites, estou diante de um cenário de recaída e não posso mais negar. Tenho dificuldade para fazer coisas tão simples quanto compartilhar um contato ou agendar uma consulta no dentista por causa de um dente quebrado, que quebrou em consequência do nível estúpido de tensão e que, por sua vez, faz minha mandíbula e meu pescoço ficarem mais duros que madeira de lei. Consigo algum relaxamento apenas quando me distraio, pego um livro para ler, ligo a TV, deixo o tempo passar sem compromisso. Horas úteis no dia? Três ou quatro no máximo.
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Algum poeta ou filósofo disse que nascer é caminhar para a mørt∑. Hoje eu entendo esta frase como uma das verdades mais imbecis já proferidas. Seu autor deveria ser expulso da raça humana. Viver é a caminhada em si. Neste exato momento estou conseguindo experimentar, mesmo que muito de longe, o que o Pietro sempre nos dizia: não entendo por que, pra que, qual a razão de viver do jeito que eu vivo. Se em alguns dias eu já estou pirando na batatinha, fica difícil ter uma mínima ideia de como seria passar anos e anos a fio desta maneira. A sensação que me invade é de orgulho do meu filho. Desculpem a expressão, mas que puta guerreiro ele foi! Pietro, meu querido, onde quer que esteja, saiba que sua força e sua luta para continuar vivendo se transformaram na minha maior inspiração para reencontrar a alegria de viver. Eu vou vencer, meu filhote! Só preciso de uma fraçãozinha do seu espírito guerreiro. Eu vou vencer em sua homenagem! Voltar a ser feliz será minha maneira de honrar, não a sua mørt∑, mas a sua vida.

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